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Programa Mais Médicos: Menos Médicos em Santo Antônio

Programa Mais Médicos:  Menos Médicos em Santo Antônio

A decisão do governo cubano em encerrar o convênio com o governo brasileiro do Programa Mais Médicos vai causar um sério problema também em Santo Antônio, onde sete profissionais da saúde já vinham atendendo a população.
Conforme o Secretário Municipal da Saúde Joy Silva, a atuação desses profissionais continua ocorrendo nos chamados postinhos, como Miraguaia, Vila Palmeira, dentre outros.
Ele afirma que já há uma data certa, determinada por Havana para retorno dos seus médicos, o que deverá acontecer ainda este mês.
No entanto, destaca que as negociações estão sendo feitas para que as lacunas existentes sejam preenchidas, porém, é aguardada decisão do governo federal a respeito.
Os médicos daquele país foram chamados de volta depois que o presidente eleito Jair Bolsonaro exigiu a realização do Revalida, que é o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos, mas especialmente depois que ele denunciou o que considera como regime escravo, a decisão de Cuba em ficar com 70% dos salários recebidos pelos seus médicos cubanos, enquanto atuarem em outros países.

COMUNICADO
Tão logo o prefeito tomou conhecimento da decisão cubana, determinou a divulgação de seguinte nota:
“Comunicado sobre atendimento do Programa Mais Médicos.
A prefeitura de Santo Antônio da Patrulha informa que os médicos cubanos, do Programa Mais Médicos, que atendem na rede municipal de Saúde, continuam exercendo suas atividades normalmente.
A prefeitura informa ainda que, está trabalhando em uma solução para que o serviço não seja interrompido no município. A ação busca manter os estrangeiros trabalhando em Santo Antônio da Patrulha”.
O prefeito publicou em sua conta no Facebook, demonstrando sua preocupação em relação ao que está acontecendo: “Na semana passada recebemos a preocupante notícia de que o Programa Mais Médicos chegará ao fim. Não queremos e não podemos perder médicos. A rede pública municipal carece desses profissionais, e os cubanos têm feito um excelente trabalho em nossa comunidade.
Quero dizer a todos que estamos buscando uma solução para que eles permaneçam e, até o momento estão exercendo suas atividades no município normalmente”.

CORREIO DO POVO
Daiçon Maciel da Silva se reportou a artigo de sua autoria publicado na edição de segunda-feira desta semana (19), do Correio do Povo, no qual expõe a realidade vivida pelos gestores brasileiros atingidos pela decisão de Havana.

Este, o teor do artigo:
“A notícia da não renovação do Programa Mais Médicos está tirando o sono dos gestores públicos no país. Não é para menos. O programa, implantado ainda no governo da presidente Dilma Roussef, é responsável pelo atendimento com profissionais da medicina a cerca de 28 milhões de cidadãos brasileiros.
Sem julgar a relação entre os médicos cubanos e o seu país, a decisão de Cuba de suspender o programa, em decorrência das declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro, desencadeou uma situação que nos deixa muito preocupado. No município de Santo Antônio da Patrulha, que tem 42 mil habitantes, sete médicos cubanos atendem nas unidades de saúde. Com a saída desses profissionais ficaremos apenas com um médico acolhendo a população. Apesar de haver polêmica em torno dos seus rendimentos, já que precisam repassar um percentual importante ao governo cubano, eles não querem ir embora. Nós, gestores e, a população, também não queremos perdê-los. São atenciosos, capazes e cuidam muito bem de seus pacientes.
Esperamos que o Ministério da Saúde nos socorra, pois quem é prefeito conhece a dificuldade encontrada quando se busca contratar um médico. Recentemente a prefeitura realizou processo seletivo e não houve uma única inscrição de médico clínico geral para a vaga que deveria ser ocupada.
Até pouco tempo, esta problemática não existia, não desta forma. No entanto, em 2015, a definição do Ministério do Trabalho, exigindo dos médicos o registro ponto, provocou uma verdadeira “debanda” desses concursados no Município. Para eles, não vale a pena, cumprir horário no posto de saúde, pois o atendimento no consultório é mais rentável.
O clima agora é de incerteza, do receio por uma população que poderá ficar desassistida. Vamos buscar uma solução, pois, se com os profissionais estrangeiros já não atendemos à demanda existente, como será com menos médicos?”

LICITAÇÃO
A decisão tomada pelo governo federal de abrir licitação para a contratação de 8.500 médicos em todos os municípios brasileiros, onde o Programa Mais Médicos estiver em andamento, caso atinja o objetivo pretendido, poderá devolver a tranquilidade aos prefeitos. Não é diferente de Santo Antônio, onde Daiçon Maciel da Silva afirma: “Se aparecerem candidatos e serem contratados até o final do ano, ótimo. Não importa a nacionalidade e sim, ter médicos nos postos de saúde para atenderem de segunda a sexta, durante todo o expediente do posto”.
Também demonstra cautela o secretário da Saúde Joy Silva quando afirma que para ser efetiva a medida, tem que haver médicos brasileiros inscritos.
Resumindo: caso não haja uma solução imediata, a situação da saúde pública no município ficará bastante delicada.




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