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1.319 assinaturas entregues contra a mudança de horário nas EMEI’s

1.319 assinaturas entregues contra a mudança de horário nas EMEI’s

O Presidente do Sindicato das Indústrias de Vestuário e Calçados de Santo Antônio da Patrulha, Celso Inácio da Silva, acompanhado da comerciária Andriele Flores da Silva, mãe de dois alunos da Escola de Educação Infantil Nana Nenê, entregaram um documento a Secretaria Municipal de Educação, contendo 1.319 assinaturas reivindicando a não mudança na Educação Infantil do município.
O documento, referendado pelo Vereador Marcelo Gaúcho, foi recolhido em apenas um dia e tem assinaturas de pais e funcionários de fábricas de calçados, bem como da comunidade patrulhense que é contra a mudança.
Celso afirma que, como Presidente do Sindicato, recebe reclamações de mães de quatro das maiores fábricas da cidade. “As mães me procuram, desesperadas, pois além de não saberem o que fazer com os filhos que não terão onde ficar no turno em que a escola não poderá recebê-los, a alteração nos horários de entrada e saída causará, com toda certeza, um grande índice de desemprego”, assegura. Ele ainda salienta que o Sindicato está em intensa negociação com as indústrias para que elas ajudem na construção ou adequação de novas escolas para suprir a necessidade de vagas e que está à disposição dos funcionários para lutar pelos seus direitos.
A mãe, Andriele, garante que, como funcionária do comércio, também será prejudicada, visto que a mudança nos horários de funcionamento das escolas não coincide com o horário do comércio ou das fábricas de calçados. “Estamos angustiados com essa mudança, se perdermos nossos empregos, como iremos sustentar nossos filhos”, desabafa.
O horário de funcionamento do comércio local e das fábricas é diferente, porém, ambos não se ajustam à possível mudança que a Secretaria de Educação quer implantar. As fábricas abrem às 7h e fecham às 17h18min, ou 17h30min, e o comércio abre geralmente às 8h e fecha às 18h30min, ou 19h. A proposta para as Escolinhas é de abertura às 7h e fechamento às 18h.
O vereador Marcelo Gaúcho acredita que uma alternativa para resolver a grande demanda de crianças nas filas, é adequar prédios inutilizados que a Prefeitura dispõe em diferentes bairros da cidade. “A prefeitura tem o prédio da antiga Escola Moranguinho, localizada na Av. Borges de Medeiros, o prédio da Escola Baby Pinguinho, no Bom Princípio e o prédio desativado do Centro de Geração de Renda, no Bairro Pindorama que estão inutilizados. Com as emendas impositivas, nós vereadores, podemos destinar verba suficiente para a adequação deste locais, transformando-os em novas Escolas de Educação Infantil e desafogando a lista de espera por vagas. Estou disposto a ajudar a administração desta forma e acredito que os colegas também seriam parceiros”, diz.
Segundo relatório do Conselho de Educação, além dessas sugestões, a Nova Escola Moranguinho tem a possibilidade de atender no mínimo mais 100 vagas, pois no momento ela não está atendendo em sua totalidade.
“Temos a consciência sobre a situação financeira da prefeitura e que as escolas não dependem só de estrutura, mas sim de profissionais, porém, se reavaliarem a quantidade de Cargos em Comissão que são ociosos dentro do Executivo, além de ações que viessem a gerar maior economia para a Prefeitura, poderiam achar um meio de contratar professores sem onerar a Folha de Pagamento”, completa Marcelo.
Gaúcho também salienta que é necessário mudar a lei que oferta as vagas. “Existem muitos pais e mães que não têm vínculo empregatício e que deixam suas crianças nas creches. Acredito que se o Governo Federal colocar mais critérios nas inscrições, muitos problemas seriam resolvidos e as filas não seriam tão grandes”, conclui.
O vereador Samuel Souza (Samuka) também apoia a ideia de reativar escolinhas que estão paradas. “Não só na sede, como no interior, temos prédios desativados, como a Escola do Sertãozinho, próximo ao Montenegro, e a Escola da Aldeia Velha, que é estadual, mas certamente pode ser cedida ou emprestada ao município”, fala Samuka.
Ele lembra que, segundo a fala das mães na reunião que ocorreu na Câmara de Vereadores na segunda-feira, dia 18, a maior fila de espera é para as turmas de berçário, logo mudando a oferta de turno para alunos da pré-escola, não resolveria o maior problema que são a procura por estas vagas.
Samuka ainda ressalta que esta é uma causa muito justa, principalmente para as mães calçadistas e industriarias que são trabalhadoras de empresas responsáveis por grande parte da economia do município, além do direito assegurado que todas as crianças têm por acesso a escola.




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