Josélia Fraga fala sobre experiência em congresso no Panamá | 2M Notícias

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Josélia Fraga fala sobre experiência em congresso no Panamá

Josélia Fraga fala sobre experiência em congresso no Panamá

A professora Josélia Maria Lorence Fraga esteve recentemente no Panamá a convite para participar da Convención Latinoamericana de Estudiantes de Sociología, reunindo países latino-americanos.
Ela fala sobre sua experiência nesta entrevista concedida à FOLHA PATRULHENSE.
FOLHA: O que representou para ti participar desse importante evento educacional?
JOSÉLIA: O Congresso Internacional de Sociologia é um evento realizado regularmente pela Associação PREAlas, que reúne pesquisadores e associações de todo o mundo para o debate e apresentação de artigos científicos na área. Neste ano, os temas discutidos foram democracia, desenvolvimento, corrupção e movimentos sociais no Panamá e toda América Latina. Estar representando o Brasil e fazendo parte deste diálogo e estabelecendo essas relações foi para mim uma grande honra e oportunidade.

FOLHA: Estiveste também na Colômbia. Como está, na tua avaliação, o processo educacional, tanto na Colômbia como no Panamá?
JOSÉLIA: Estar na Colômbia e especialmente no evento do Panamá nos deu a possibilidade em compreender que o Brasil, apesar de ser uma referência na América Central e Latina, está como um gigante estacionado. Embora os sistemas educacionais sejam um tanto ortodoxos, como aqui, despontam no acesso à cultura. Museus e Bibliotecas estão por toda parte. Há um visível e emocionante processo de restauração do patrimônio histórico. As universidades são também escolas que ofertam Educação básica, permitindo aos estudantes toda a preparação profissional. Há centros de inovação tecnológica potentes. E os resultados já visíveis no convívio pelas cidades. Tratam-se de cidades seguras que atraem fortemente os turistas do mundo inteiro. Não se observa a miserabilidade das nossas grandes cidades, com a presença de moradores de rua e pedintes.

FOLHA: Qual a impressão que o Brasil passou para quem participou do Congresso?
JOSÉLIA: Nossos estudos dão conta do resultado das avaliações de larga escala. Infelizmente o Brasil vem praticando números muito frágeis. 96,4 por cento das nossas crianças, saem da escola, sem o conhecimento necessário em áreas definitivas, a exemplo da matemática. Comprometemos desde a fase inicial a escola das ciências exatas por exemplo. Também entregamos à sociedade estudantes com nível muito superficial de aprendizagem. Questionada pelos cubanos sobre como estamos combatendo a violência no Brasil entre os jovens, respondi que a maior violência que estamos praticando com nossos jovens, é ofertando uma educação pública de baixa qualidade.

FOLHA: Há outros convites para novas participações?
JOSÉLIA: Eu algum tempo penso e tenho vontade em fazer um intercâmbio ou estudar um pequeno tempo fora do país. Lá, interesse por essa troca, câmbio, como se expressam é igualmente forte. Muitas portas ficaram abertas. Vou agora estudar minha próxima participação no Peru, em 2019. Estarei conversando com o professor Honorato e colegas de pesquisa para avaliar esta possibilidade.




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