Patrono fala sobre a Feira do Livro deste ano | 2M Notícias

Edições Online

Capa Gravataí Capa Cachoeirinha Capa Sto Antonio

Patrono fala sobre a Feira do Livro deste ano

Patrono fala sobre a Feira do Livro deste ano

Jaime Nestor Müller, é o Patrono da Feira do Livro deste ano, ao lado de Ana Zenaide Gomes Ourique, a Escritora homenageada. Nesta entrevista ele fala sobre a emoção de ser escolhido, ao mesmo tempo em que pinta um retrato da Literatura Patrulhense, a começar pelas crianças.

FOLHA PATRULHESE: O que representa para ti, ter sido escolhido o Patrono da Feira do Livro deste ano?
JAIME NESTOR MÜLLER: Ser escolhido patrono da 9ª Feira do Livro dentre tantos nomes que temos da cultura/literatura patrulhense muito me orgulha. Confesso que levei um susto quando numa reunião no gabinete do prefeito Daiçon Maciel da Silva me fizeram o convite. A emoção tomou conta de mim. Foi indescritível. Fui convidado para uma reunião que trataria sobre literatura patrulhense e recebi esta homenagem. A colega do Instituto Histórico e Geográfico e presidente Ana Zenaide Gomes Ourique também estava no encontro e da mesma forma que eu, foi surpreendida como a escritora homenageada na feira. É uma honra para o Instituto ter numa única Feira do Livro dois de seus integrantes homenageados.

FOLHA: Como vês na atualidade, o número de escritores patrulhenses?
JAIME: Santo Antônio da Patrulha é uma terra abençoada, pois aqui respiramos história, cultura, folclore, literatura, música, teatro e poesia. Dentro de cada segmento destes, temos pessoas notáveis e respeitadas em todo o RS e quiçá do Brasil. Diante disso, a cada ano surgem mais e mais poetas, escritores, historiadores, músicos e artistas na comunidade patrulhense.

FOLHA: O que destacarias de mais importante na Feira do Livro deste ano?
JAIME: Eu destacaria nesta Feira do Livro o lançamento de dezenas de obras literárias, inclusive de alunos, apresentações artísticas e as encenações de teatro que envolverão as escolas. Por tudo isto, uma feira de livros tem importância fundamental numa sociedade como a nossa.
Uma coisa que mais me chama a atenção em feiras de livro é ver crianças participando, seja comprando livrinhos para pintar ou para ler. É através delas, que devemos plantar a sementinha pelo gosto da leitura, e em Santo Antônio da Patrulha, esta minha observação é mais relevante, pois em algumas administrações há o incentivo para a leitura nas escolas do município.

FOLHA: És um historiador notável que ajuda (e muito) a escrever a nossa história. Tua bela obra publicada há pouco, representa um importante resgate da história da nossa Igreja Matriz. O que isso representa para ti como escritor e historiador?
JAIME: O lançamento em 2017, do meu livro “Freguesia de Santo Antônio da Patrulha – 250 anos na formação do Rio Grande do Sul”, foi para mim um momento marcante em minha vida. Desde a infância eu já gostava de História, e quando aposentei pude me dedicar com mais tempo em adquirir conhecimentos sobre a rica história de nosso município. Desde o ano de 1993, faço trabalho voluntário na Paróquia Santo António e já se vão 26 anos, e lá pelo ano 2002, quando vi o arquivo de documentos da igreja no sótão da casa canônica, pedi licença para o pároco da época, padre Hilário Sozo, para organizar tudo e ele concordou. Foram alguns anos organizando e transcrevendo fatos importantes e desconhecidos da comunidade. Em função das pesquisas lançei em 2010, o livro “Capela Curada da Guarda Velha – 250 anos de fé e religiosidade”. O lançamento destes dois trabalhos foram a minha realização como pesquisador, o que mais me proponho é cada vez mais pesquisar, e o fundamental na minha visão, divulgar para a comunidade patrulhense para que ela se aproprie da nossa linda história.

FOLHA: Será que alguém vai escrever algo sobre os Caminhos Patrulhenses de Santiago de Compostela?
JAIME: Como um dos criadores do Caminho Gaúcho de Santiago em Santo Antônio da Patrulha, lá no dia 19 de outubro de 2014, juntamente com o amigo Tilton Martins dos Santos, que nos trouxe a ideia juntamente com o Cônsul espanhol Dom José Pablo Alzina de Aguilar, vou fazer uma comunicação no Raizinhas contando toda a história de como surgiu o “nosso caminho”, ele já está praticamente pronto. Também vou fazer sobre a criação de nossa Defesa Civil, da qual sou um dos fundadores. Tenho ideia de incluir ainda mais quatro comunicações que estou montando ainda.

FOLHA: O que mais gostarias de acrescentar?
JAIME: Gostaria de, no encerramento desta entrevista, deixar o convite para os leitores da nossa querida Folha Patrulhense para que compareçam e prestigiem a Fenacan 2019, bem como os eventos nela inseridos: 9ª Feira do Livro, 33ª Moenda da Canção, 9ª Moenda Instrumental e o Feirão ACISAP/CDL.
Na foto, Jaime em seu canto de pesquisas, como ele próprio define.




Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *