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Segunda com cara de feriado | Greve ocasiona queda de até 90% nas vendas do comércio

Segunda com cara de feriado | Greve ocasiona queda de até 90% nas vendas do comércio

Movimentação foi atípica na região nesta segunda-feira com grandes reflexos na economia

Quem passou pelo Centro de Gravataí nesta segunda-feira (28) notou que havia algo de diferente na cidade. As ruas estavam com pouco movimento. As lojas vazias ou com o fluxo de clientes muito abaixo do normal não eram raras. Reflexos dos oito dias da greve nacional dos caminhoneiros, que ocasionou a falta de combustíveis nos postos de gasolina, alterou o horário de circulação dos ônibus e já apresenta reflexos na economia da Aldeia e do Brasil.

Segundo a gerente da loja da operadora Claro, Graziela Aquino, a queda no movimento do estabelecimento – localizado na Avenida José Loureiro da Silva – ultrapassava os 70%. “Sempre temos movimento bom às segundas-feiras, mesmo nesta época, que é final de mês”, declarou. Em outra loja de venda de roupas, o gerente do local, que não quis se identificar, relatou que o fluxo em seu estabelecimento era zero, até às 13h de ontem. “Hoje [segunda-feira] está sendo como abrir [a loja] em um feriado ou domingo. Se continuar assim, vou fechar o mês no vermelho e não sei se terei como pagar o aluguel”, revelou.

“Vontade de fechar as portas e ir embora. Não vou tirar nem para cobrir os gastos com água, luz e passagem dos funcionários”, desabafou a empresária Ivana Silva. Proprietária da loja Shopping das Bolsas há 10 anos, ela contou a nossa reportagem que a paralisação dos caminhoneiros só contribuiu para agravar algo que já vem acontecendo: o agravamento no poder de compra dos consumidores nos últimos dois anos. Sobre a greve dos caminhoneiros, declara: “Eu apoio! Nos prejudica, mas se não fizer, não vai mudar nada”.

Queda na procura por estacionamentos

Os estacionamentos privados, sempre disputados pelos motoristas, ontem estavam vazios. Em um deles, na Rua Anápio Gomes, dos cerca de 180 veículos diários que costuma receber, até às 14h de ontem, a lotação das vagas havia sido de apenas 28 – uma queda de 85% no movimento. “Esse fluxo [de 28 automóveis] é de uma hora, normalmente”, revelou o funcionário do local, Luis Silva.

Queda nas vendas do comércio fica entre 80% e 90%

Não há uma estimativa em valores, mas, o presidente do Sindilojas Gravataí, José Rosa, calcula que a queda na venda do comércio da cidade oscile entre 80% e 90%, devido a greve dos caminhoneiros. “Varia muito de loja para loja, mas fica neste patamar”, relatou ao mencionar que os lojistas estavam animados com a movimentação que havia tido no comércio devido a chegada do frio neste mês de maio. Com o início da greve, o quadro se reverteu novamente.

José Rosa destaca que o Sindilojas, por mais que apoie a manifestação dos caminhoneiros, não pode estimular uma greve do setor – tal atitude é proibida no estatuto da entidade.  José Rosa comenta que fechar uma loja fica a critério de cada lojista.




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