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Audiência debateu a saúde em Gravataí

Audiência debateu  a saúde em Gravataí

A Câmara Municipal realizou, na noite de segunda, uma audiência pública para debater a situação da saúde no município. O vereador Wagner Padilha foi o proponente do encontro. Além de Padilha, compuseram a mesa o vereador Dimas Costa, o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Altair Machado, e Neio Lúcio Fraga Pereira, atual secretário de saúde do município de Sapucaia do Sul, e ex-secretário de saúde de Gravataí.
Altair Machado lembrou que o SUS é uma conquista da sociedade, e reafirmou o princípio, inscrito na Constituição, de que a saúde é direito de todos e dever do Estado. Ele criticou o que chamou de “desmonte das políticas públicas para a saúde”, e afirmou que o teto de gastos do governo federal vai prejudicar o sistema.
“O que hoje nós reclamamos e achamos ruim vai piorar – e bastante”, disse. Em sua visão, os trabalhadores da saúde, os usuários do sistema e a sociedade devem se unir em defesa do SUS. Para ele, “é hora de união, se não a gente vai perder o SUS”. Neio Lúcio destacou que o SUS “não é uma dádiva divina”, mas resultado de “uma grande luta que foi implementada na redemocratização” do país.
Ele relembrou os altos índices de mortalidade infantil registrados historicamente no Brasil e afirmou que o sistema de saúde é o “grande divisor de águas do ponto de vista da melhora das condições de vida no país”.
Em relação ao futuro do SUS, ele afirmou que, com o congelamento de gastos do governo, “a perspectiva não é de melhora”. Segundo Neio, “vamos ter gente morrendo nas filas porque não vamos ter como atendê-las”.

Opinião da população

No espaço aberto para a manifestação do público presente, o agente comunitário de saúde Marcos Martins disse que espera ver, no futuro, um governante defendendo uma maior participação da população na saúde. Ele lembrou que “a participação popular é um dos princípios do SUS”. Paulo Ricardo Becker se referiu ao congelamento de gastos e afirmou que “não podemos fazer o diagnóstico de que a situação vai piorar e não fazer nada”. Ele defendeu que seja elaborada “uma estratégia de comunicação com a população”, e disse apostar na mobilização popular. Adelaide Klein defendeu a construção de um hospital público regional. Sandro Mendes cobrou o comparecimento de representantes do Executivo, e sugeriu à Câmara que realize eventos como a audiência público dentro de comunidades gravataienses. Ataídes Lemos da Costa afirmou que “a sociedade tem que vir para a rua e exigir que se invista em saúde”.




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