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Quadrilha usava rede de lanchonetes para lavagem de dinheiro

Quadrilha usava rede de lanchonetes para lavagem de dinheiro

Na manhã de sexta-feira (28) a Polícia Civil, por meio da Divisão de Inteligência e Análise Criminal (Dipac/Denarc), deflagrou a Operação Pulso Firme no combate ao crime de lavagem de dinheiro relacionado ao tráfico de drogas. Foram cumpridas 156 ordens judiciais na Capital e na Região Metropolitana. Ao total, quatro pessoas foram presas em flagrante, duas temporariamente e 10 foram conduzidas coercitivamente. Dois fuzis, três pistolas, uma carabina .22, silenciadores de fuzil, dois revólveres, mira laser, munições de diversos calibres, jóias e mais de duzentos mil Reais em dinheiro.
Segundo o delegado Marcio Zachelo, Juliano Biron da Silva, investigado por tráfico de drogas e associação ao tráfico foi indiciado pela Polícia Civil. “Ele foi apontado como autor do homicídio praticado contra um fotógrafo em Canoas, que teria se envolvido com a namorada do suspeito, o qual foi preso em um apartamento em Balneário Camboriú, Santa Catarina”, conta o delegado. Com a responsabilização do suspeito pelo crime de tráfico de drogas, foi iniciada uma investigação sobre lavagem de dinheiro. “Focou-se na vertente de uma das maiores facções criminosas existentes no Estado, figurando como investigados mais de 50 pessoas envolvidas”, acrescenta Zachelo.
As investigações apontaram que o suspeito seria o líder dessa organização criminosa voltada para o tráfico de drogas, a qual estaria lavando capitais no Rio Grande do Sul. “A lavagem ocorreria através da constituição de empresas, uma casa noturna na Capital, uma revenda de veículos em Canoas, uma distribuidora de alimentos, um transportadora e um pub em Cachoeirinha, rede de lanchonetes com lojas em Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Gravataí, Tramandaí, Cidreira e Balneário Quintão, uma transportadora e imóveis em Santa Catarina, entre eles, o apartamento em que foi preso”, relatou Zachelo.
Outra forma que o grupo criminoso utilizava para praticar a lavagem de capitais seria com diversas negociações de veículos em nome de terceiros, muitos deles laranjas, com visível incompatibilidade entre seus bens e seus rendimentos.
Também foi possível identificar que os integrantes da organização fazem uso de veículos clonados ou adquiridos com fraude, bem como realizavam negociação de armas.
As investigações que culminaram nesta ação começaram em meados de 2015, resultando no indiciamento do suspeito de liderar facção criminosa com base no Vale dos Sinos.




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