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Trabalhadores da GM protestam em frente a fábrica

Trabalhadores da GM  protestam em frente a fábrica

Uma mistura de preocupação e indignação marcou o protesto realizado pelos trabalhadores metalúrgicos no acesso ao complexo automotivo no início da manhã desta terça-feira. Aproximadamente mil pessoas ficaram concentradas no local na troca de turno. A manifestação iniciou às 5h30min e seguiu até por volta das 7h. A categoria reclama das 21 medidas que foram anunciadas recentemente pela empresa que alega prejuízos financeiros com a operação no Brasil.
– É uma “peleia” que não é só nossa, é de todo o país. Para chegarmos às 40 horas semanais trabalhamos muito duro e agora querem nos tirar. Estamos fazendo uma assembleia justa e que garante a dignidade dos trabalhadores. É muito importante que façam essa análise – discursou o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, Valcir Ascari.
Entre as mudanças que estão previstas está a implantação de trabalho intermitente, considerada pelos sindicalistas um grave risco.
– Daqui a pouco, teremos gente ganhando menos do que um salário-mínimo e sem qualquer garantia de que terá algum dinheiro no fim do mês para pagar suas contas, para comprar material escolar para o filho e para comprar um remédio. Não vamos admitir que o funcionário viva de “biscate” e trabalhando quando der – completou Ascari.
Outros itens em debate são a terceirização de atividade meio e fim, parcelamento de férias e a redução para zero da participação nos lucros da empresa.
– Vamos manter os nossos direitos. A GM está dizendo que está em crise e que não fez o dinheiro suficiente para ter lucro, mas isto não interessa. Vamos brigar pelo que conquistamos porque o patrão sempre quer mais e mais lucro e vê formas de chegar lá esmagando o trabalhador porque a ganância fala mais alto – afirmou o diretor jurídico do Sinmgra, Edson Dorneles.
A direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí (Sinmgra) embarcou no meio da manhã de ontem para São Paulo, onde participa, hoje, de uma reunião com a direção da empresa e integrantes dos demais sindicatos das outras unidades.
A montadora do Rio Grande do Sul abriga a produção do modelo Onix, atualmente o mais vendido do país. Foram 389,5 mil veículos comercializados em 2018, o que representa aproximadamente 15% da fatia de mercado.
A montadora é líder nacional em vendas há pelo menos três anos. A presença da GM, em Gravataí, significa a geração de mais de seis mil empregos diretos e indiretos. Para o município representa, em retorno de ICMS, algo próximo de R$ 70 milhões.
O debate teve início quando a montadora havia ameaçado deixar o Brasil e América do Sul, caso os resultados financeiros não fossem melhorados. Em conversa com os sindicalistas a direção da empresa não descartou rever investimentos na planta de Gravataí.
A unidade gaúcha integra as operações da GM Mercosul, que tem outras duas no Brasil: em São Caetano do Sul e São José dos Campos, ambas em São Paulo. A empresa ainda conta com uma unidade em Rosário, na Argentina.




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