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Síndrome de Down: exposição para quebrar o preconceito

Síndrome de Down: exposição para quebrar o preconceito
Mostra fotográfica, com retratos de 24 crianças, ocorre até a próxima quinta em Gravataí. Palestras e shows também fazem parte da programação. | Fotos: Rodrigo Cassol 

Tentando driblar o preconceito e disseminar a igualdade entre os seres humanos, está ocorrendo em Gravataí a Semana da Conscientização Sobre a Síndrome de Down. Além de uma exposição com fotos de 24 crianças com Síndrome de Down, o evento conta palestras de profissionais, shows e rodas de conversa – tudo com entrada gratuita. As atividades, que estão sendo realizadas no Gravataí Shopping Center, acontecerão até a próxima quinta-feira. A programação completa do evento está disponível no final da matéria.

Para o porta-voz do grupo Down Chute no Preconceito, Afonso Henrique Ramalho Forni, o evento tem o intuito de alertar a sociedade para o preconceito que existe a respeito do tema. ”Sou do tempo em que as pessoas com Síndrome de Down eram apresentadas como mongolóides ou retardados. Hoje em dia, a visão que se tem é outra. As pessoas com a Síndrome têm todas as capacidades e potencialidades que qualquer ser humano possui. O que acontece é que eles têm um tempo diferente de aprendizado, mas isso não inutiliza o poder deles de entrar no mercado de trabalho ou em uma faculdade”, contou.

De acordo com Afonso, a ideia de criar uma exposição surgiu de um ensaio fotográfico. “No ano passado, fizemos algumas fotos com as crianças, mas que foram colocadas em calendários (que também fazem parte da exposição). A princípio, os calendários seriam para a gente presentear as nossas famílias. Porém, a aceitação foi muito grande – fizemos uma primeira tiragem de mil calendários e todos foram vendidos em três dias. A partir do sucesso dessas fotos, nós elaboramos a exposição fotográfica que está sendo feita nesta semana”, disse o educador físico.

O grupo

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Afonso Forni ao lado do quadro da filha Dora, de cinco anos.

A Semana da Conscientização está sendo organizada pelo grupo do qual Afonso participa. Assim como ele, que é pai da menina Dora, de cinco anos, que tem Síndrome de Down, outras 27 famílias integram o coletivo, que foi formado em 2016. “Minha esposa e eu, além de alguns amigos, sentimos a necessidade de fazer um movimento para mostrar as potencialidades e as capacidades das pessoas com Down. A gente não quer que nossos filhos sejam vistos como pessoas inúteis, que não tem capacidade de ir adiante”, explicou Afonso.

Entre as 28 famílias do grupo, uma é da cidade de Alvorada e a outra é do município de Glorinha – sendo as demais de Gravataí. “Não somos uma associação formada e tampouco temos um CNPJ. A gente se reúne, se encontra em praças e parques para nossos filhos conviverem e brincarem. Também nos ajudamos através do WhatsApp, trocando informação sobre tudo”, contou Afonso. Para os pais de crianças com Síndrome de Down interessados em fazer parte do grupo, os números para contato são: (51) 99919.1416 ou (51) 99102.3361.

Preconceito

Para Afonso Forni, o preconceito para com as pessoas com Síndrome de Down aumenta na medida em que o indivíduo vai se desenvolvendo. “A gente sabe que criança é bonitinha. É fofinho, tudo legal, tudo muito bonitinho. Quando as nossas crianças entrarem na adolescência, elas começarão a ter um pouco mais de dificuldade nessa inserção na sociedade. Por que vai querer ir para a balada com a turma. E, se a turma não é unida, formada desde a infância, não vai querer que um Down acompanhe na noite. No colégio, será a mesma coisa: eles terão dificuldade por serem um pouco mais lentos para aprender, e os colegas não vão gostar”, desabafou o pai da Dora, que afirmou que, atualmente, a menina ainda não sofre discriminação.

A Síndrome

De acordo com informações do médico Dráuzio Varela publicadas no portal Uol, a Síndrome de Down, também chamada de trissomia do cromossomo 21, é “uma alteração genética causada por um erro na divisão celular durante a divisão embrionária”. Segundo ele, as pessoas com a Síndrome possuem três cromossomos no par 21, ao invés de dois. Ainda conforme o médico, o porquê desta alteração genética ainda é desconhecido. O Dia Internacional da Síndrome de Down é comemorado em 21 de março.




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