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Polícia Civil investiga morte de haitiana em motel de Gravataí

Polícia Civil investiga morte de haitiana em motel de Gravataí

Local fica na Avenida Bento Gonçalves, no bairro Barnabé. | Foto: Rodrigo Cassol/JG

De acordo com o responsável pela investigação, suspeito deve ser identificado até o final desta semana. No momento do crime, não havia segurança no estabelecimento.

A Polícia Civil está investigando a morte da haitiana Germanie Paul, de 29 anos, ex-funcionária de um motel localizado no bairro Barnabé, em Gravataí. Ocorrido na madrugada do último sábado, o crime teve imagens divulgadas pela polícia na segunda-feira. Nas imagens, o principal suspeito do caso aparece junto a uma mulher, entrando no estabelecimento. De acordo com o delegado Gustavo Bermudes, titular da 2ª Delegacia de Polícia do município, o incidente tem características de latrocínio, que é o roubo seguido de morte. “As investigações estão avançadas, com provas robustas. A partir das imagens, conseguimos contato com a mulher que aparece junto ao suspeito. Ela foi identificada como uma garota de programa, e relatou ter sido contratada naquela noite. Já temos as características do suspeito e acredito que até o final de semana ele será localizado”, disse nesta terça-feira. Até o final da tarde de hoje, a Polícia Civil ainda não havia divulgado o nome do possível autor do latrocínio.

De acordo com a polícia, o casal entrou no motel por volta das 21h da última sexta-feira. ”Por diversas vezes, eles saíram do quarto e do próprio motel. A garota nos relatou que eles consumiram bebidas alcoólicas e crack”, disse o delegado. Às 2h, a mulher foi embora e o suspeito permaneceu no estabelecimento. “Por volta das 5h30, o homem se aproximou do guichê onde estava a vítima. Eles conversaram e, logo depois, ela foi em direção ao quarto. As 5h43, o suspeito deixa o quarto e vai até a recepção, onde viola o caixa, subtrai valores e deixa o local”, relatou Bermudes, afirmando que o crime possivelmente foi cometido entre 5h30 e 5h42. Segundo a polícia, o indicativo é que Germanie tenha sido asfixiada pelo criminoso.

O responsável pelo estabelecimento, que não quis se identificar, disse nesta terça que esteve com sua funcionária entre 3h30 e 4h30 da madrugada do último sábado. Segundo ele, não havia segurança no local naquela noite. “Havia apenas dois apartamentos locados. Eu quebraria se colocasse segurança o tempo todo. A empresa tem segurança, mas naquela madrugada o movimento era muito pequeno”, disse. Ainda de acordo com o responsável, Germanie tinha planos de deixar o Brasil. “Ela tinha pedido demissão aqui da empresa, pois não gostou do país e queria voltar para o Haiti. Porém, continuou trabalhando porque o dinheiro que ela havia juntado ainda não era suficiente para bancar a viagem dela e dos filhos”, contou. Segundo informações, a vítima morava há quatro anos no Brasil e possuía marido e três filhos.

A recepcionista que estava trabalhando no estabelecimento na tarde desta terça disse que ainda está abalada com a morte da ex-colega, que trabalhava há cerca de um ano e meio no local. “É difícil tocar no assunto”, contou, dizendo que trocou de turno com Germanie no dia do latrocínio. Atualmente, uma haitiana trabalha no local como auxiliar de serviços gerais. “Lamento pela morte. É uma situação triste e, agora, a polícia está investigando essa situação”, finalizou o responsável pelo motel. De acordo com dados da Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP), até o mês passado o município de Gravataí havia registrado um latrocínio em 2019 – ocorrido em janeiro. Ainda de acordo com a SSP, em 2018 a Aldeia teve quatro crimes deste tipo.




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