Morte da menina Eduarda segue sem respostas | 2M Notícias

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Morte da menina Eduarda segue sem respostas

Morte da menina Eduarda segue sem respostas
Após mais de dois meses, Polícia Civil já descartou algumas linhas de investigação. Caso Maria Aline, ocorrido em 2014 na região, também não foi finalizado. | Fotos: Arquivo pessoal 

Passados mais de dois meses da morte da menina Eduarda Herrera de Mello, de nove anos, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul segue em busca de respostas para o crime, ocorrido no dia 22 de outubro no limite entre os municipíos de Alvorada e Gravataí. De acordo com a delegada Andrea Magno, do Departamento Estadual da Criança e Adolescente (Deca), a Polícia Civil já descartou algumas linhas de investigação. “Não podemos dar maiores detalhes, pois o inquérito segue em segredo de justiça. No momento, continuamos apurando o fato para chegar até o autor”, disse Andrea nesta terça-feira.

Segundo a delegada, até o mês passado a Polícia Civil tinha realizado 74 perícias e ouvido 19 pessoas sobre o crime. Além disso, os policiais refizeram o trajeto do crime, tendo recolhido imagens de pelo menos 14 câmeras de monitoramento. No mesmo dia do crime, a Polícia divulgou o retrato falado do suspeito de sequestrar a menina Eduarda. Após a divulgação, os policiais receberam pelo menos 50 denúncias anônimas. O inquérito policial conta com mais de 500 páginas.

Sobre um prazo para a elucidação do fato, Andrea disse não ser possível fazer uma estimativa. “Esse tipo de investigação é muito dinâmica. Daqui a pouco, pode chegar uma informação que está faltando e, com base nela, a gente consegue resolver o caso”, explicou a delegada, que ressaltou a importância do recebimento de denúncias. “Tudo o que for informação ajuda a Polícia. Peço que a população continue colaborando conosco”, finalizou. Os canais para o envio de informações são os telefones 0800.642.6400 e (51) 984187814 (WhatsApp).

No último dia 21 de outubro, a menina Eduarda de Mello brincava com uma vizinha e com o irmão, no bairro Rubem Berta, em Porto Alegre, quando desapareceu. O corpo de Eduarda foi encontrado na manhã do dia 22, às margens da ERS-118, em Alvorada, próximo ao limite com Gravataí.

Caso Maria Aline segue sem solução

divulgacao_arquivopessoalOutra ocorrência de sequestro seguido de morte envolvendo uma menina da região, o caso Maria Aline segue sem respostas. Ocorrido em agosto de 2014, a morte da jovem, com 15 anos na época do fato, continua sendo investigada pela Polícia Civil. “Não tivemos evolução no caso. Estamos acompanhando ocorrências semelhantes para fazer a comparação com o material recolhido no caso”, disse o titular da Delegacia de Homicídios de Alvorada, Edimar Machado. Segundo ele, mais de dez suspeitos foram encaminhados ao exame de DNA, mas todos tiveram a participação no crime descartada.

“A perícia indicou que a menina foi estuprada e, na sequência, morta. O que dificulta a investigação é que o autor do crime, provavelmente, é uma pessoa aleatória. Se o criminoso possuísse algum vínculo com a vítima, seria mais fácil de encontrá-lo”, explicou o delegado. Para Machado, outro fator que dificulta a elucidação do caso é o local. “Ela foi levada a um lugar sem residências e, por consequência, sem câmeras de vídeo. Isso dificulta a obtenção de informações sobre veículos que passaram pelo local no momento do crime”, finalizou o policial.

Na época, a menina Maria Aline desapareceu enquanto se deslocava, a pé, até o colégio onde estudava, na região central de Gravataí. Tempos depois, a jovem foi encontrada morta na cidade de Alvorada. A Delegacia de Homicídios da cidade segue com o inquérito aberto e não tem previsão para finalizar o caso.

 




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