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Meio Ambiente | “Trabalho para dinamizar os processos e dar respostas mais eficientes para a sociedade”, diz Luiz Zaffalon

Meio Ambiente | “Trabalho para dinamizar os processos e dar respostas mais eficientes para a sociedade”, diz Luiz Zaffalon

Zaffalon está no comando da Fundação desde fevereiro deste ano. | Fotos: Rodrigo Cassol

Em entrevista exclusiva, o diretor-presidente da Fundação Municipal de Meio Ambiente falou sobre seus objetivos no comando do órgão, avaliou o governo Marco e projetou o crescimento econômico da cidade.

Figura conhecida na política estadual, Luiz Ariano Zaffalon, de 65 anos, está encarando um novo desafio desde os primeiros meses do ano: comandar a Fundação Municipal de Meio Ambiente (FMMA) de Gravataí. Para isso, o sociólogo de formação está utilizando a experiência de ter sido secretário-adjunto de Habitação no governo de Yeda Crusius e de ter comandado a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) entre os anos de 2009 e 2010, além de ter passado “por todas as funções” na prefeitura da Aldeia. Na última quinta-feira, Zaffalon recebeu a reportagem do Jornal de Gravataí na seda da FMMA para uma conversa, que você confere logo abaixo:

JG: Qual a importância da Fundação do Meio Ambiente?

Zaffalon: A FMMA é um órgão de extrema importância para a cidade, pois nada pode ser feito sem licença ambiental. Inclusive o crescimento do município depende da Fundação. Temos uma equipe bastante especializada, a ponto de a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) transferir atribuições que ela tinha como licenciadora estadual para o município. Portanto, o “poder de fogo” e a influência da FMMA em Gravataí é grande.

JG: O que vem sendo feito nestes dois primeiros meses de sua gestão à frente da FMMA?

Zaffalon: Eu vim, a pedido do prefeito, para tentar dinamizar os processos e para dar respostas mais eficientes para a sociedade. Esse é o meu trabalho aqui. A equipe é boa e os profissionais são de alto gabarito. Porém, a maneira como os processos são tratados aqui dentro deixa a desejar. Meu desafio, com os funcionários, é conversar com a sociedade, mostrar o que a FMMA pode e deve fazer para a população e como a sociedade deve nos procurar. Entretanto, o foco principal é que os nossos profissionais atuem de forma mais ágil e mudem um pouco a sua maneira de trabalhar, para que a FMMA não seja aquele órgão que impeça o desenvolvimento da cidade. 

Um exemplo do que citei é que, hoje em dia, temos cinco ou seis grandes empreendimentos imobiliários, localizados nas proximidades da ERS-030, no Parque dos Anjos, que estão parados por falta de esgoto. Se a gente apenas informar que não tem esgoto, não adianta. Nós temos que fazer um trabalho para que isso seja solucionado. Nesse sentido, estamos providenciando uma solução junto à Corsan para dar um fim a este problema. Esses empreendimentos, quando liberados, vão gerar empregos, renda e impostos. Por isso, afirmo que vim não somente para licenciar, mas para buscar soluções.

JG: Você acredita que essa nova política da Fundação pode contribuir para o desenvolvimento industrial de Gravataí?

Zaffalon: Sim. Nós precisamos ser rápidos. Não se pode deixar um investidor esperando anos e anos para fazer um investimento. Se deixar passar um ou dois anos, o empresário perde a vontade de fazer o empreendimento. Um investimento é uma oportunidade. Então, se tu trancar esse processo, ele irá desistir. Portanto, é evidente que essa nova política tenha reflexos diretos na produção e no desenvolvimento da cidade.

JG: Como você observa o desenvolvimento industrial de Gravataí atualmente?

Zaffalon: Com a crise econômica que atravessamos, os investimentos pararam um pouco. As empresas diminuíram seu ritmo – inclusive com algumas demissões. Atualmente, o mercado dá novos sinais. Inclusive já estamos percebendo isso aqui na FMMA: algumas pessoas com empreendimentos imobiliários estão nos procurando para buscar o licenciamento. Acredito que, se a reforma da Previdência passar, e se deixarem o novo governo trabalhar, as reformas necessárias serão implementadas. Dessa forma, acredito que a indústria, assim como toda a cadeia produtiva, vai começar a se mexer novamente.

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Fundação Municipal de Meio Ambiente foi criada em 1994, com o objetivo de atuar como órgão ambiental gestor e fiscalizador do município.

JG: Como você avalia o governo de Marco Alba?

Zaffalon: O Marco está fazendo um governo que a cidade nunca teve nos tempos modernos. Antes dessa atual gestão, tu perguntava para as pessoas sobre uma grande transformação do município nos últimos anos e elas não sabiam dizer. Antes do governo Marco, sobretudo nos últimos 30 anos, Gravataí não tinha grandes obras de infraestrutura. Hoje, nós temos a duplicação da Avenida Jorge Amado, que é um sonho antigo da cidade, a duplicação da Centenário, que ficou muito boa, e, claro, a duplicação das pontes do Parque dos Anjos. Também vale destacar o trabalho feito na área da Segurança. Além do aumento do efetivo da Guarda Municipal, a prefeitura conta com uma nova Central de Videomonitoramento. Essas medidas citadas jamais foram feitas ao longo dos últimos anos.

Falando especificamente das finanças, o atual governo equilibrou o caixa. E para que isso se tornasse possível, foi preciso retirar algumas vantagens indevidas de pessoas e/ou empresas que estavam desequilibrando as finanças. Politicamente, isso não é uma coisa boa para se fazer. Porém, o atual prefeito enfrentou isso, sem tirar o direito adquirido de ninguém. Com coragem, o Marco conseguiu enfrentar a crise de uma forma responsável, pagando as contas (inclusive os salários, que estão em dia) e limpando o nome da prefeitura – alcançando conquistas que ninguém teve nos últimos anos. É evidente que ainda falta muita coisa, mas hoje a cidade tem um rumo. Temos uma gestão moderna e transparente, que não existia no passado. Hoje, por exemplo, qualquer pessoa pode entrar no site da prefeitura e acessar qualquer informação sobre o Executivo.

JG: Na última sexta-feira, a prefeitura inaugurou o monumento Cruz Missioneira, com o objetivo de resgatar o passado da cidade.  O que você pensa sobre isso?

Zaffalon: Eu acho que atitudes como essas são importantes. Nenhum município pode esquecer a sua história. Pergunto: quantas pessoas sabiam dessa identidade com os povos das missões? Por isso, acredito que fazer esse resgate da nossa cultura é fundamental.




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