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Saúde | Vale do Gravataí está entre as regiões com o maior número de casos de HIV no RS

Saúde | Vale do Gravataí está entre as regiões com o maior número de casos de HIV no RS

Boletim da Secretaria Estadual de Saúde mostra que a região, junto com Porto Alegre, concentrou 35% dos casos ocorridos no Estado nos últimos anos. | Foto: Rodrigo Cassol/ JG

Um estudo da Secretaria Estadual de Saúde (SES) mostrou que a região do Vale do Gravataí, juntamente com Porto Alegre, é a que possui o maior número de casos de infecção pelo vírus HIV no Rio Grande do Sul. Conforme o Boletim Epidemiológico HIV/Aids, elaborado pela SES em 2017, 35,6% dos casos foram registrados nesta região. Na sequência, aparecem o Vale dos Sinos (10,2%), o Vale do Caí (9,7%) e a região Sul (8%). Juntos, esses locais representam mais de 60% dos 18,9 mil casos registrados no Estado entre janeiro de 2007 e junho do ano passado. Em todo o país, o número de casos contabilizados no período foi de 194,2 mil.

Para a coordenadora do Serviço de Assistência Especializada (SAE) de Gravataí, Tatiane da Silva, a Região Metropolitana de Porto Alegre enfrenta um grande foco epidemiológico do vírus HIV. “Acredito que a causa desse foco não tenha relação com uma eventual dificuldade de acesso a prevenção, mas sim a uma questão de epidemia, sobretudo ligada ao sexo sem preservativo e ao uso de drogas”, esclareceu Tatiane.

Segundo ela, o Ministério da Saúde mudou sua forma de prevenção ao HIV ao longo dos anos. “Durante muito tempo, o foco dos profissionais da área da saúde para o combate ao HIV foi o uso do preservativo. Hoje em dia, o Ministério trabalha com outras formas de prevenção, como é o caso dos testes rápidos”, contou.

Em Gravataí, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade possuem testes rápidos para identificar o HIV. Além das Unidades, é possível realizar o procedimento na sede do SAE, que fica na Rua Ernesto Fonseca, 35, no Centro de Gravataí. Em todo o ano passado, 232 pessoas procuraram o local para iniciar um acompanhamento. Fora do horário de funcionamento das Unidades e nos finais de semana, o Pronto Atendimento Médico 24 horas está disponível para a realização dos testes.

Em Cachoeirinha, conforme informou o secretário municipal de Saúde, Paulo Eduardo da Silva Abrão, todas as Unidades Básicas de Saúde do município oferecem os testes rápidos para a detecção do HIV. Além disso, o município também possui um SAE – localizado na Rua Osvaldo Cruz, 610, bairro Parque Brasília.

Diferença entre HIV e Aids

Conforme entrevista concedida pelo infectologista Rico Vasconcelos ao portal de notícias G1, viver com o vírus HIV é diferente de ter Aids. O HIV ataca, principalmente, células do sistema de defesa chamadas CD4 – tornando os portadores mais vulneráveis a outros vírus, bactérias e ao câncer.

Entretanto, a maioria das pessoas que possuem o HIV não têm Aids, pois o tratamento no Brasil é acessível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ainda conforme o profissional, as pessoas com HIV que se tratam têm a mesma expectativa de vida das pessoas que não possuem o vírus. Contudo, as pessoas que não se tratam – ou sofrem algum problema na terapia – desenvolvem Aids.

Prevenção

De acordo com o Ministério da Saúde, uma estratégia chamada Prevenção Continuada faz uso simultâneo de diferentes abordagens de prevenção: biomédica, comportamental e estrutural. Como exemplo de prevenções biomédicas, estão a distribuição de preservativos masculinos e femininos, que “empregam métodos de barreira física ao vírus”. Outra forma de prevenção citada pelo Ministério é a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) ao HIV, que consiste no uso de medicação em até 72 horas após qualquer situação em que exista risco de contato com o vírus.

A coordenadora do SAE da Aldeia informou que a rede de saúde do município possui o medicamento. “Junto com o PEP, o uso do preservativo é muito importante na prevenção ao vírus”, contou. “Cabe salientar, ainda, que a realização de exames rápidos durante o período de pré-natal, para as gestantes, é de extrema importância”, finalizou. De acordo com o secretário de Saúde de Cachoeirinha, o PEP também está disponível no município.

Tratamento

Os medicamentos antirretrovirais (ARV) impedem a multiplicação do HIV no organismo. Segundo o Ministério da Saúde, eles ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico e, por isso, “o uso regular dos ARV é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV, reduzindo o número de internações e infecções por doenças oportunistas”, diz o órgão. Ainda segundo o Ministério, o Brasil distribui gratuitamente os ARV a todas as pessoas vivendo com HIV que necessitam de tratamento.

Formas de pegar o HIV

– Sexo vaginal, anal e oral sem camisinha (qualquer uma das três formas)

– Uso de seringa por mais de uma pessoa

– Transfusão de sangue contaminado

– Instrumentos que furam e/ou cortam não esterilizados

– Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação

* Fonte: Ministério da Saúde




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