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Atleta das categorias de base do Inter sonha em fazer sucesso no futebol

Atleta das categorias de base do Inter sonha em fazer sucesso no futebol

Moradora de Gravataí, Cássia Guimarães, de 17 anos, já é bicampeã gaúcha pelo colorado. | Foto: Rodrigo Cassol/JG

Crescer dentro do Sport Club Internacional e, no futuro, jogar por algum clube de fora do Brasil. É com estes objetivos que a jovem Cássia Santos Guimarães, de 17 anos, atua desde o ano passado nas categorias de base do colorado. Os indícios do amor pelo futebol vêm desde cedo, por volta de cinco ou seis anos de idade. “Meu brinquedo favorito sempre foi a bola, e não as bonecas”, disse a porto-alegrense, que mora na Aldeia desde que nasceu. A volante com “força na marcação e muita velocidade” recebeu a reportagem do Grupo 2M nesta quarta-feira, em Gravataí, para uma conversa sobre a sua carreira no esporte.

Apaixonada pelo futebol e, em especial, pelo Inter, Cássia teve os primeiros contatos com o esporte já na escola, durante as aulas de Educação Física no turno inverso do Colégio Dom Feliciano – onde sempre estudou. Contudo, a jovem começava a sentir as dificuldades de praticar o esporte sendo mulher. “A escola oferecia apenas o futsal masculino nas escolinhas do turno inverso, e eu era a única menina que queria participar das atividades. Porém, tive o apoio de dois professores de Educação Física, que me davam aulas”, lembrou.

Contudo, a jovem não queria apenas jogar no colégio, e teve de procurar uma alternativa para continuar seguindo os seus objetivos. “Foi aí que eu fui para o Paladino, em 2012. Treinei um tempo por lá antes de ir para o Grêmio”, contou. A passagem pelo tricolor, no entanto, durou cerca de seis meses. “Eles fecharam a escolinha para diminuir gastos”, disse Cássia. Depois disso, a treinadora da jovem nos tempos de Grêmio, Tatiele Silveira, que é a atual comandante de Cássia no Inter, chamou a jovem para uma seletiva em uma empresa Americana com sede no Brasil, que treina atletas em Porto Alegre. A atleta ficou cerca de um ano na equipe.

A chegada ao Inter e o bicampeonato

cassia

Jovem comemora conquista pelo Inter. Foto: Facebook/Reprodução

A possibilidade de jogar no Inter – clube do coração de Cássia – se tornou realidade quando a jovem passou por uma seletiva, realizada no ano passado, com outras cerca de 500 atletas. Na oportunidade, Cássia teve de jogar fora de sua posição original. “Fui como zagueira. Apenas depois fui como volante”, lembra. Junto com a atleta da Aldeia, outras 24 meninas foram selecionadas no teste.

Desde que chegou ao colorado, Cássia já conquistou dois títulos: os Campeonatos Gaúchos de 2017 (sub-17) e 2018 (sub-18). “Meu primeiro título no Gauchão foi muito especial, por ser o primeiro com a camisa do Inter. Ali, pude perceber que as coisas estavam realmente acontecendo para mim, e isso me marcou bastante”, lembrou.

Questionada sobre um eventual interesse do Grêmio, a atleta não descartou. “Acho que sim. Seria complicado, mas, como o futebol feminino tem poucas oportunidades, tenho que aproveitar as chances que aparecerem. Portanto, é uma possibilidade”, disse ela, após uma longa pausa para pensar na resposta.

Rotina

Atualmente, Cássia treina todas as terças, quintas e sábados com a equipe sub-18 do Inter na Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), já que o time não está disputando nenhuma competição no momento. Nas segundas e sextas-feiras, a jovem faz exercícios físicos em uma academia próxima a sua casa, no bairro Dom Feliciano, em Gravataí. Além disso, a jovem conta com o auxílio do preparador físico Leandro Becker. Nos estudos, Cássia está cursando o 2° ano do Ensino Médio no Colégio Dom Feliciano. Sua ideia é estudar Educação Física após a conclusão do 3º ano.

Ídolos

Como exemplos na carreira que escolheu, a jovem citou a jogadora Marta – eleita recentemente pela sexta vez como a melhor do mundo. “É um exemplo dentro e fora de campo”, disse. Entre os homens, Cássia tem admiração pelo meia D’Alessandro e pelo volante Rodrigo Dourado, ambos jogadores do Inter. “Assim como eu, o Dourado joga como volante e veio da base do colorado”, lembrou.

Preconceito

Questionada sobre o preconceito com o futebol feminino no Brasil, a atleta do Inter fez críticas à imprensa e aos torcedores. “Na época da Copa do Mundo, o pessoal valorizava o futebol feminino só porque estava descontente com o masculino, mas as pessoas realmente não dão valor. As emissoras de TV, por sua vez, não se preocupam em transmitir os jogos”, criticou ela, que acredita que o futebol das mulheres é “um escape” para criticar o futebol masculino.

Projeções para a dupla Grenal

Sobre o futuro de Inter e Grêmio no Campeonato Brasileiro e na Libertadores, respectivamente, a jovem não ficou em cima do muro. Sobre o colorado, projetou uma chegada ao G3 da competição. “Acho que o Palmeiras leva”, afirmou. Sobre o tricolor, que disputa as semifinais da competição continental, Cássia se limitou a dizer que “não vai dar”.




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