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Empresas de Gravataí | Dois homens são presos por fraudes em vendas de casa própria

Empresas de Gravataí | Dois homens são presos por fraudes em vendas de casa própria

Segundo a Polícia Civil, pelo menos 15 pessoas foram enganadas. Ao todo, prejuízos podem chegar aos R$ 300 mil. | Fotos: Polícia Civil/ Divulgação

Dois homens foram presos preventivamente pela Polícia Civil suspeitos de participarem de fraudes envolvendo a venda e a construção de casas próprias. Ainda na tarde da última quarta-feira, um homem de 50 anos, proprietário da Construtora Ramos, de Gravataí, foi preso na cidade Tramandaí, no Litoral Norte gaúcho. Segundo a polícia, ele possuía 18 registros de acusações por estelionato. Já na manhã desta quinta-feira, outro suspeito, de 31 anos, foi detido pelos policiais – este na cidade de Gravataí. Ele é apontado pela polícia como o principal vendedor da Construtora Ramos. A outra empresa envolvida, também localizada na Aldeia, é a Construforte.

As duas construtoras são acusadas de prometerem a seus clientes a construção de casas próprias com preços mais baratos do que os valores habitualmente praticados no mercado. Segundo a polícia, em alguns casos sequer os alicerces eram feitos pelas empresas. Conforme o delegado Rafael Liedtke, responsável pela operação, a investigação começou através de denúncias recebidas pelos policiais. “Vítimas começaram a nos procurar, há cerca de seis meses, informando sobre a situação. A partir disso, começamos a ouvir as pessoas enganadas e a juntar alguns documentos, como os comprovantes de depósitos nas contas dos suspeitos”, explicou o delegado. “Eles viajavam por todo o Estado cooptando vítimas, pegando o dinheiro adiantado e não cumprindo com o prometido. Para a realização das fraudes, os suspeitos abriam e fechavam diversas empresas”, finalizou Liedtke. Segundo ele, a operação não terá desdobramentos.

O diretor da Divisão de Investigação Criminal, delegado Sander Ribas Cajal, informou que, até a manhã desta quinta-feira, os crimes praticados haviam lesado aproximadamente 15 vítimas, com um total de prejuízos na casa de R$ 300 mil. Ainda durante a operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, sendo recolhidos um veículo Ford Fusion, avaliado em R$ 40 mil, e a quantia de R$ 2,7 mil. Além disso, foi executada medida cautelar de bloqueio judicial das contas bancárias dos envolvidos.

Além de Gravataí, os crimes lesaram vítimas de Porto Alegre, Viamão, Santa Maria, Igrejinha, Torres, Capão da Canoa, Joia e Bossoroca. A ação foi deflagrada por meio da Delegacia Especializada na Defesa do Consumidor (Decon) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Operação Heitor descobriu prejuízo de R$ 1 milhão

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Ação foi deflagrada no mês de novembro

No último dia 26 de novembro, a Delegacia de Homicídios de Gravataí deflagrou a Operação Heitor, que investigou a prática do crime de lavagem de dinheiro oriundo do comércio de casas de madeira por empresas sediadas no município. Na oportunidade, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo apreendidos R$ 16 mil e um automóvel de luxo. De acordo com a Delegacia, a investigação teve início a partir de uma informação obtida em uma investigação de homicídio.

“O pai de um conhecido traficante de Gravataí estaria servindo de ‘laranja’, constando como proprietário de bens de elevado valor e como ‘sócio’ de empresas de casas de madeira, de forma notoriamente desproporcional com sua condição econômica”, disse o órgão à época dos fatos. Na ocasião, os estelionatários envolvidos lesaram mais de 70 pessoas, causando um prejuízo de mais de R$ 1 milhão às vítimas.

O nome da operação foi escolhido em alusão ao conto dos três porquinhos – Heitor é o nome do personagem que construiu sua casa com madeiras. Assim como na operação desta quinta, a maioria das vítimas descobertas na Operação Heitor antecipavam pagamentos e não recebiam as casas prometidas.




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