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Comércio | Estudo aponta que contratações temporárias devem aumentar quadro de funcionários das empresas em 33%

Comércio | Estudo aponta que contratações temporárias devem aumentar quadro de funcionários das empresas em 33%
Na região, lojas esperam retomada na economia para aumentar o número de contratações. | Foto: Rodrigo Cassol/ JG

Com a aproximação do final do ano, muitas empresas da região deverão contratar funcionários temporários para as datas comemorativas. De acordo com uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira pela Federação do Comércio de Bens e de Serviços (Fecomercio) do Rio Grande do Sul, as contratações temporárias no varejo gaúcho devem aumentar os quadros de funcionários das empresas em 33,1% neste ano. “Esse tipo de contratação é muito importante tanto para as empresas quanto para os trabalhadores, pois existe a possibilidade de o empregado continuar na empresa após o fim do período como temporário”, explicou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn. De acordo com o estudo, cerca de 30% dos trabalhadores contratados poderão ficar em suas respectivas empresa após o final do ano. Entre as vagas que serão abertas, mais de 80% serão destinadas para as áreas de vendas e comercial.

A gerente de uma loja do ramo de cama, mesa e banho da Parada 67 de Gravataí disse que a empresa pretende contratar um funcionário neste final de ano. “Vamos abrir uma vaga de auxiliar de loja no próximo mês. O movimento, aqui, não vem sendo bom, mas temos que investir e acreditar na melhora”, contou Rosa Brasil. Já a gerente de vendas de uma loja de roupas infantis da Parada 66, Regina Osório, afirmou que a empresa vai esperar o Dia das Crianças para avaliar a necessidade de novas contratações. “Esse feriado, para nós, tem movimento semelhante ao Natal. Todos os anos nós contratávamos funcionários temporários. Porém, vamos ter de esperar neste ano, pois a questão política deu uma estagnada nas vendas”, lamentou.

Apesar disso, as eleições de outubro – e a consequente instabilidade que acompanha esse período – tiveram pouca influência na decisão de contratação de temporários. Dos estabelecimentos ouvidos na pesquisa, apenas 10,9% reduziu as contratações devido às eleições. Ao todo, a pesquisa ouviu 384 estabelecimentos nos municípios de Porto Alegre, Santa Maria, Caxias do Sul, Ijuí e Pelotas. O estudo foi feito entre os dias 28 de agosto e 6 de setembro.

“Estamos vivendo uma situação semelhante ao ano passado. Ainda passamos por um período bastante difícil, pois a economia ainda não reagiu e as empresas não voltaram a seus antigos patamares”, disse o presidente da Fecomércio-RS.

Reforma trabalhista

Parte da pesquisa divulgada pela Fecomércio aborda a questão das contratações após a aprovação da reforma trabalhista – que entrou em vigor em novembro do ano passado. Segundo o estudo, apenas 5,5% das empresas fariam algum tipo de contratação diferente das realizadas nos anos anteriores – destas, 4,2% vão contratar trabalhadores por regime de contrato intermitente e 1,3% a partir da terceirização.

A gestora das Lojas Magazine Luiza da Parada 66 de Gravataí, Renata Gomes, disse que, desde o ano passado, a unidade utiliza o regime intermitente para as contratações de fim de ano. “Foram seis admissões em 2017. Para este ano, a projeção é de contratar dez funcionários temporários”, informou Renata. Entre as vagas a serem preenchidas, há oportunidades no estoque e no crediário da loja.

Perfil dos trabalhadores

Para o presidente da Fecomércio-RS, os candidatos às vagas devem ter um perfil “entusiasmado” com as vendas. “As pessoas tem que gostar de trabalhar com o varejo, e precisam saber trabalhar com o público”, disse Bohn. Além disso, a pesquisa indicou que, entre as exigências mais frequentes aos candidatos, está a experiência (37,2%) e o grau de instrução (31,5%).

Vendas na região devem ter leve aumento, projeta Sindilojas

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas) de Gravataí, José Rosa, acredita que as vendas de fim de ano devem ter um pequeno aumento em relação ao ano passado. “Acredito que o espírito do fim de ano fará com que as vendas tenham um aumento. Será um percentual sem exageros, pois a questão política pode mudar muita coisa”, disse o presidente.




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