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Tarifa branca | Consumidores podem economizar na conta de luz

Tarifa branca | Consumidores podem economizar na conta de luz

Para alguns, medida ainda é desconhecida. | Foto: Rodrigo Cassol/JG

Nova modalidade tarifária está disponível para clientes que possuem consumo médio de energia superior a 250 kWh/mês. De acordo com a ANEEL, troca no sistema de cobrança não é garantia de economia.

Desde o último dia 1º de janeiro, os clientes brasileiros que possuem um consumo médio de energia superior a 250 kWh/mês contam com uma nova modalidade tarifária: a tarifa branca. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a nova modalidade é uma opção oferecida às unidades consumidoras atendidas em baixa tensão (127, 220, 380 ou 440 Volts), como residências e pequenos estabelecimentos. “Na tarifa branca, o consumidor passa a ter a possibilidade de pagar valores diferentes em função da hora e do dia da semana em que consome a energia elétrica. Se o consumidor adotar hábitos que priorizem o uso da energia nos períodos de menor demanda (manhã, início da tarde e madrugada, por exemplo), a opção pela tarifa branca oferece a oportunidade de reduzir o valor pago pela energia consumida”, diz a ANEEL através de seu site. A nova modalidade tarifária não se aplica aos consumidores residenciais classificados como baixa renda, beneficiários de descontos previstos em lei e à iluminação pública.

Nos dias úteis, a tarifa branca possui três horários: de ponta, intermediário e fora de ponta. Esses períodos são estabelecidos pela ANEEL e são diferentes para cada distribuidora. De acordo com a RGE, que é a companhia responsável pela região de Gravataí e Cachoeirinha, a empresa pratica os seguintes horários: de ponta, das 18h às 20h59, intermediário, das 16h às 17h59 e das 21h às 21h59, e fora de ponta, das 22h às 15h59. De acordo com a ANEEL, nos horários de ponta e no intermediário, a energia é mais cara. Já no horário fora de ponta, o custo é mais baixo. Nos feriados nacionais e nos fins de semana, o valor é considerado sempre como fora de ponta. De acordo com a RGE, a ideia do governo federal com a medida é deslocar o consumo de energia do horário de pico, “reduzindo a necessidade de uso das termelétricas (mais caras e poluentes) e melhorando o fator de utilização das redes elétricas”.

Para solicitar a mudança, os clientes interessados devem procurar a distribuidora de energia de sua região. Para quem não optar por esta nova modalidade, a cobrança continuará sendo pelo sistema atual – que possui um valor único cobrado pela energia consumida. Após aderirem à nova modalidade, os consumidores insatisfeitos poderão solicitar sua volta ao sistema tarifário convencional a qualquer momento. Para isso, basta procurar novamente a distribuidora de energia da região. A distribuidora terá até 30 dias após o pedido para retornar o consumidor ao sistema convencional – sem cobrança de qualquer tipo de multa. Após isso, se o cliente quiser retornar ao sistema da tarifa branca, deverá aguardar um período de 180 dias.

Em 2020, a tarifa branca estará disponível para todos os consumidores de baixa tensão – independente do consumo. Desde o dia 1º de janeiro de 2018, as distribuidoras de energia do país já estão atendendo aos pedidos de adesão à tarifa branca por parte dos clientes com média mensal de consumo superior a 500 kWh/mês.

Para alguns, nova modalidade é desconhecida

A gravataiense Elaine Medeiros, proprietária de uma fruteira localizada na Rua Montenegro, no bairro Vera Cruz, em Gravataí, disse que ainda não conhece a nova modalidade tarifária. “Nao tenho tempo para buscar mais informações sobre isso, mas vou falar com o meu filho e pedir para ele se inteirar da situação”, disse a empresária, que gasta cerca de R$ 400 por mês com a conta de luz. O estabelecimento de Elaine fica aberto entre 8h e 20h. Já uma outra empresária de Gravataí, também ouvida pela reportagem do Grupo 2M nesta terça-feira, disse que ficou sabendo da medida há pouco tempo, mas que não tem muitos detalhes sobre a ação. A mulher, que não quis se identificar, é proprietária de um restaurante.

Mudança não é garantia de economia

De acordo com a ANEEL, é importante que o consumidor conheça seu perfil de consumo antes de optar pela tarifa branca. “Quanto mais o consumidor deslocar seu consumo para o período fora de ponta, maiores são os benefícios desta modalidade. Entretanto, a tarifa branca não é recomendada se o consumo for maior nos períodos de ponta e intermediário e não houver possibilidade de transferência do uso dessa energia elétrica para o período fora de ponta. Nessas situações, o valor da fatura pode subir”, esclareceu a Agência.

 




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