Saiba como está a greve dos Correios no RS | 2M Notícias

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Saiba como está a greve dos Correios no RS

Saiba como está a greve dos Correios no RS

Tribunal Superior do Trabalho considera paralisação abusiva | Foto: Sintect-RS/ Divulgação

A paralisação dos funcionários dos Correios no RS, deliberada em assembleia no último dia 21 de setembro, em Porto Alegre, ainda não tem data para acabar. Em meio a uma manifestação realizada ontem na Capital, o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do RS (Sintect-RS), Yuri Monteiro Aguiar, explicou as reivindicações da categoria. “Queremos 8% de reajuste e a manutenção do acordo coletivo de trabalho. Além disso, a empresa quer fazer uma retirada de alguns de nossos benefícios, como plano de saúde e a disponibilidade de levar nossos filhos no médico”, afirmou.

Sobre os atrasos nas entregas de correspondências, Aguiar afirma que o déficit de funcionários da empresa é a principal causa da demora nas entregas. “Desde 2011, não há concurso público para contratação de pessoal. Em contrapartida, foram feitos três planos de demissão voluntária. É por isso que a população reclama da falta de entrega”, contou. Segundo o sindicato da categoria, mais 3.000 funcionários seriam necessários para resolver o déficit de trabalhadores. Os Correios afirmam que, atualmente, cerca de 7.400 funcionários trabalham no RS. Já o Sintect-RS diz que aproximadamente 6.100 funcionários dos Correios atuam no Estado.

Os Correios afirmam que, neste final de semana, mutirões serão realizados para colocar em dia a carga de objetos postais. Através de nota, a empresa informa que, no RS, 86,32% do efetivo está trabalhando, o que corresponde a 6.426 empregados. Além disso, em todo o país, 91.651 dos empregados (84,42%) estão executando suas atividades normalmente”, diz o texto. Ainda sobre os atrasos, a empresa diz que os serviços e a rede de atendimento estão abertos em todo o Brasil.

Greve continua

Em nota publicada em seu site na quinta-feira, o Sintect-RS “conclama os trabalhadores a fortalecerem ainda mais o movimento e não se deixar intimidar pela empresa, que só quer acabar com os nossos direitos e privatizar os serviços”. Na próxima segunda-feira, os funcionários dos Correios farão uma concentração em suas unidades de trabalho. Na terça-feira, a categoria marcou nova assembléia, em local ainda a ser definido.

TST considera paralisação nos Correios abusiva

Na tarde da última quinta-feira, o vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Emmanoel Pereira, reconheceu como abusiva a paralisação de empregados dos Correios. Em seu despacho, o ministro declarou que “houve adesão à greve com a negociação ainda não encerrada, o que implica a forma abusiva”, declarou.

Segundo o magistrado, neste caso, “cabe ao empregador adotar as providências que entender pertinentes, conforme sua conveniência, partindo da premissa de que, para tais trabalhadores, não há greve, mas simplesmente ausência ao trabalho, desvinculada de qualquer movimento paredista”, disse.

Sobre isso, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos (Fentect) informou que já está tomando, em caráter urgente, todas as medidas necessárias. “Trata-se de uma cautelar, que é possível de ser revertida”, afirma a Federação.




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