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Os números da violência em Gravataí e Cachoeirinha

Os números da violência em Gravataí e Cachoeirinha

Delegado Gustavo Brentano lembra que Polícia Civil e Brigada Militar enfrentam déficit de pessoal

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Rio Grande do Sul divulgou recentemente os indicadores criminais do primeiro semestre de 2017. De acordo com o levantamento, as estatísticas de homicídio doloso (quando há a intenção de matar) aumentaram 22,72% em Cachoerinha, passando de 22 casos em 2016 para 27 homicídios em apenas seis meses deste ano. Em Gravataí, somente em 2017, foram registrados 71 homicídios, contra 91 em todo o ano de 2016.

Conforme o delegado da 1ª Delegacia de Polícia (DP) de Gravataí, Gustavo Brentano, a principal motivação desses crimes é o tráfico de drogas. “Poucos são os crimes que não têm essa motivação”, enfatizou. Brentano lembrou, também, da carência de efetivo na Polícia Civil e na Brigada Militar.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, os roubos aumentaram 10,78% em Gravataí, chegando a 1716 ocorrências. Em Cachoeirinha, 976 roubos foram registrados, contra 1001 na comparação com igual período de 2016.

Para o delegado da 2ª DP de Cachoeirinha, Newton Filho, a falta de combate das organizações criminosas é um dos fatores que contribuem para o aumento da violência. “Precisamos de uma política mais eficaz de encarceramento. Muitas vezes, o criminoso é preso e comanda as ações de dentro da cadeia”, disse. Newton afirmou, ainda, que as ocorrências mais violentas são as prioridades. “Nós damos preferência a homicídios, roubos e ao combate ao tráfico de drogas, que é onde nasce todo o resto dos crimes”, lembrou.

Nos seis primeiros meses deste ano, 3 latrocínios foram registrados em Gravataí e apenas um foi contabilizado em Cachoeirinha.

Furtos diminuem

Os números em relação aos furtos diminuíram nas duas cidades. Em Cachoeirinha, 741 casos foram registrados nos seis primeiros meses de 2017, contra 868 incidentes contabilizados no mesmo período do ano passado. Em Gravataí, também em relação ao primeiro semestre deste ano, 1311 ocorrências foram registradas, enquanto que 1493 furtos ocorreram em igual período de 2016.

Superlotação

Segundo Gustavo Brentano, a Delegacia de Pronto Atendimento de Gravataí recebe atualmente cerca de 20 presos. “Já estivemos com 40 presos sob custódia”, afirmou. Brentano lembrou que a superlotação dos presídios e a consequente custódia dos presos nas delegacias são prejudiciais porque retiram policiais das ruas.




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