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Mais Médicos | Após saída dos cubanos, 60% das vagas foram preenchidas na região

Mais Médicos | Após saída dos cubanos, 60% das vagas foram preenchidas na região

Jonathan Prestes Rodrigues, de 24 anos, veio de Santa Maria para atuar em Cachoeirinha. | Foto: Rodrigo Cassol

Dos 23 profissionais que deixaram os municípios de Gravataí e Cachoeirinha, 14 já foram substituídos. 

Após a saída de 23 médicos cubanos que atuavam pelo Programa Mais Médicos em Gravataí e Cachoeirinha, 60% das vagas já foram preenchidas por novos profissionais. Em Gravataí, das 17 vagas deixadas pelos cubanos que atuavam no município, dez já foram preenchidas. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não divulgou para quais locais esses profissionais foram enviados. Já em Cachoeirinha, dos seis médicos que deixaram o sistema municipal de saúde, quatro já foram substituídos. De acordo com a prefeitura, os novos profissionais foram enviados às Estratégias de Saúde da Família (ESF) José Ari e Jardim Betânia, com um profissional cada, e dois médicos para a ESF Otacílio Silveira. Em ambas as cidades, os profissionais cubanos faziam, em média, 300 atendimentos por mês.

O Ministério da Saúde prorrogou as inscrições de brasileiros e estrangeiros formados no exterior – sem registro no Brasil – para participação no Programa. Os candidatos tiveram até o último domingo para enviar a documentação exigida ao órgão e, assim, validar a inscrição no Mais Médicos. A partir de agora, o cronograma do Ministério prevê que, do dia 20 ao dia 21 de dezembro, os médicos com registro no Brasil devem escolher os municípios com vagas disponíveis. Já para os médicos brasileiros formados no exterior, o prazo para a escolha é entre os dias 27 e 28 de dezembro. Por fim, os médicos estrangeiros formados no exterior escolherão os municípios com vagas disponíveis entre os dias 3 e 4 de janeiro de 2019. Até esta terça, uma nova leva de médicos, com registro no Brasil, deveria se apresentar em diversos municípios do país.

De Santa Maria para Cachoeirinha

O jovem Jonathan Prestes Rodrigues, de 24 anos, está atundo pelo Mais Médicos, em Cachoeirinha, desde o último dia 10. “Resolvi me inscrever no Programa para ter a oportunidade de fazer a residência em Porto Alegre. Estando mais perto da Capital, meus horários se tornam mais tranquilos para o estudo”, contou. Natural de Santiago (RS), Rodrigues atuava em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) da cidade de Santa Maria (RS). “Aqui, atendo desde o pré-natal até os idosos. As quintas-feiras, no período da manhã, faço visitas domiciliares a moradores da região. A população tem se mostrado bem receptiva, assim como o pessoal aqui da unidade”, disse o profissional. Segundo ele, sua carga horária semanal é de 32 horas.

O que as prefeituras têm feito

De acordo com a prefeitura de Gravataí, para os pacientes que possuem consulta agendada, a orientação é para que se dirijam até suas respectivas USFs, para avaliações de casos e possíveis remanejamentos. O Executivo da Aldeia chegou a cogitar a contratação de novos profissionais por meio de contratos emergências, mas descartou a hipótese devido a um Termo de Ajustamento de Conduta que, segundo a prefeitura, foi assinado em governos anteriores e inviabiliza as contratações.

Em Cachoeirinha, o secretário de Saúde, Paulo Eduardo da Silva Abrão, disse que a cidade optou pelo remanejamento de profissionais. “Deslocamos alguns médicos que deviam cargas horárias, para que compensassem em locais em que havia déficit de profissionais. Além disso, estamos pagando horas extras para que alguns médicos possam ajudar a suprir a demanda”, informou.




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