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Em busca de uma vida melhor no RS

Em busca de uma vida melhor no RS

De acordo com dados da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, Estado registra 16 mil imigrantes vivendo em terras gaúchas

O número de imigrantes que vivem no Rio Grande do Sul cresceu 6,6% em 2016. Em 2015, 15 mil estrangeiros viviam no RS. No ano passado, o número aumentou para 16 mil. A informação é do coordenador de Igualdade Étnico-Racial da Secretaria de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos do RS, Sérgio Nunes. Os dados de 2017 ainda não foram disponibilizados pela Secretaria.

Entre os principais motivos da onda migratória que o País vem recebendo, Nunes acredita que os estrangeiros continuam olhando o Brasil como ‘o país do futuro’. “Eles veem o Brasil como o país das oportunidades. Os imigrantes oriundos do continente africano enxergam nosso país como a terra prometida; os sírios, como a das oportunidades; e os latino-americanos, como a da democracia”, explicou. Ainda de acordo com o coordenador, as perspectivas de ascensão atraem pessoas de outros países para cá. “Essas pessoas buscam oportunidades de trabalho, de negócios e de uma melhor educação”, comentou.

Do Haiti para Gravataí

Foi justamente em busca de uma oportunidade de emprego que a haitiana Nadege Exume, 38 anos, veio para o Brasil. “Está muito difícil conseguir um trabalho no Haiti”, lembrou a ex-auxiliar contábil. Nadege trabalha atualmente como frentista em um posto de combustíveis de Gravataí e está na cidade há um ano. Antes de vir para o Brasil, a haitiana morou por oito anos na República Dominicana. “Fui embora do país porque o pessoal de lá é muito racista”, desabafou. A frentista afirmou que nunca sofreu racismo aqui no Brasil. “Aqui as pessoas me tratam bem”, disse.

Quando não está no trabalho, Nadege contou que gosta de ir aos shoppings de Gravataí e Cachoeirinha. Questionada sobre o que espera do futuro, a ex-auxiliar de contabilidade preferiu não fazer previsões. “Só Deus sabe”, finalizou.

Não há dados oficiais sobre o número de estrangeiros que vivem em Gravataí. Porém, conforme a assistente social Flávia Cardoso, que atua no Centro de Educação Infantil Mamãe Coruja, mais de cem estrangeiros estão morando na cidade atualmente.

Relatório mostra aumento no número de refugiados

Já em âmbito nacional, um relatório divulgado em junho deste ano pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) mostrou que houve aumento do número de refugiados e de pedidos de refúgio no Brasil em 2016. No ano passado, foram registrados 9.689 refugiados no País, contra 8.863 em 2015 – o que representa um aumento de 9,3%.  Já o total de pedidos de refúgio passou de 28.670, em 2015, para 35.464, em 2016, crescendo 23,6%. O levantamento considera dados do Comitê Nacional dos Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça.

Considerado o maior levantamento em matéria de deslocamentos no mundo, o relatório da Acnur aponta que em 2016 cerca de 65,6 milhões de pessoas foram forçadas a se deslocar em todo o mundo. O número é o maior já registrado.

Nova Lei de Imigração

No dia 25 de maio deste ano, foi sancionada – com vetos – a nova Lei de Imigração. A proposta define os direitos e os deveres do imigrante e do visitante no Brasil, regula a entrada e a permanência de estrangeiros e estabelece normas de proteção ao brasileiro no exterior.

Conforme informou a Agência Senado, a nova Lei de Imigração foi proposta por meio do Projeto de Lei (PL) 288/2013, do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), para substituir o Estatuto do Estrangeiro (Lei 6815/1980), adotado durante o regime militar. O texto já havia sido aprovado em 2015 no Senado e remetido à Câmara dos Deputados. Em dezembro do ano passado, retornou para a análise dos senadores.




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