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Duplicação da ERS-118 pode não ser concluída até o fim do ano

Duplicação da ERS-118 pode não ser concluída até o fim do ano
Na tarde desta quinta-feira, as obras estavam paradas em boa parte do trecho de Gravataí. Piratini disse que aguarda a entrada de recursos para pagar construtoras. | Fotos: Rodrigo Cassol/JG 

A previsão do governo do Estado de terminar a duplicação de 21,5 quilômetros da ERS-118 até o final deste ano pode ter que ser alterada. De acordo com o próprio Palácio Piratini, o pagamento às empresas responsáveis por executar as obras ainda não havia sido efetuado até à tarde desta quinta-feira. “No momento, estamos aguardando o ingresso de recursos do Tesouro do Estado, devido ao agravamento da situação financeira do RS”, disse o governo através de nota.

Nesta quinta-feira, a reportagem do Grupo 2M andou pela rodovia no trecho de Gravataí compreendido entre o viaduto da ERS-020 e o entroncamento com a BR-290. Ao longo do percurso, realizado no meio da tarde, não foram vistos trabalhadores atuando nas obras da rodovia. A construtora Sultepa, responsável pelas obras em Gravataí e Cachoeirinha, não se manifestou até o fechamento desta matéria.

Segundo o Piratini, 80% dos trabalhos já foram realizados na cidade. Já em Cachoeirinha, o percentual de conclusão informado pelo governo é de 90%. Em maio, o Piratini afirmou que mais de 80% do cronograma de obras havia sido cumprido na cidade. No trecho de Sapucaia do Sul, os trabalhos concluídos chegam a 20%. “A Secretaria dos Transportes reafirma que a duplicação da ERS-118 é um projeto prioritário do governo do Estado, e tem mobilizado todos os esforços possíveis para que as obras sejam concluídas”, finalizou o órgão.

Iniciada há mais de dez anos, a duplicação da ERS-118 inclui a construção de novas pistas, ruas laterais e viadutos, assim como a restauração das pistas antigas. Os trabalhos são realizados entre o entroncamento com a BR-116, em Sapucaia do Sul, e a rótula com a BR-290, em Gravataí – onde passam cerca de 35 mil veículos por dia. Desde 2015, o Estado já repassou R$ 42,8 milhões na duplicação da rodovia.

Motoristas reclamam da sinalização

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Artidório Rodrigues utiliza a rodovia todos os dias.

O vendedor Artidório Rodrigues, de 52 anos, trafega diariamente pela ERS-118. Para ele, a sinalização da rodovia não traz segurança aos motoristas. “Toda a via é mal sinalizada, mas, para mim, nas proximidades com a Freeway a situação fica pior. Isso põe os motoristas em risco”, disse. Já o motorista de caminhão Hugo Daniel Tavares, de 48 anos, está ansioso pela liberação da estrada. “Além da má sinalização, as obras têm gerado uma enorme tranqueira ao longo da rodovia. A demora na conclusão das obras incomoda bastante”, reclamou.


Situação das principais obras

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Viaduto da Avenida Itacolomi ainda não foi liberado.

Três viadutos da região ainda seguem em obras. O viaduto sobre a Avenida Marechal Cândido Rondon, no limite entre as duas cidades, está na fase de execução dos encontros com a rodovia. A mesma situação ocorre no viaduto sobre a Avenida Itacolomi, em Gravataí – o trecho chegou a ser liberado, mas está novamente interditado. Já a recuperação da passagem sobre a ERS-020, também na Aldeia, deve ter o início da elevação de metade do viaduto na primeira quinzena de novembro.

 

 

Confira a situação do cronograma de obras dos lotes da rodovia

– Lote 3, em Sapucaia do Sul (km 0 ao 5): 20% de execução

– Lote 2, em Cachoeirinha (km 5 ao 11): 90% de execução

– Lote 1, em Gravataí (km 11 ao 21,5): 80% de execução




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